Origem e Qualidade

Origem e Qualidade

Esta página descreve, etapa por etapa, como um cogumelo sai da nossa estufa e chega até você — e quais controles ele atravessa no caminho.

1. Cultivo

Produzimos em ambiente fechado e controlado. Cada espécie tem uma faixa própria de temperatura, umidade e concentração de CO₂, e é isso que define a sala em que ela é cultivada.

ParâmetroComo é controlado
TemperaturaMonitorada por sala, com registro ao longo do ciclo
Umidade relativaNebulização controlada, ajustada por fase (incubação × frutificação)
Troca de arRenovação forçada para manter o CO₂ dentro da faixa da espécie
LuzCiclo de luz adequado à fase de frutificação
AssepsiaSala de inoculação com fluxo laminar e protocolo de higiene

2. Substrato

O substrato é o alimento do fungo — e a maior fonte de risco de contaminação e de resíduo. Por isso ele é o ponto onde mais controlamos.

  • Serragem de madeira não tratada, de fornecedor identificado, sem verniz, cola ou preservante
  • Grãos selecionados e hidratados em lote registrado
  • Suplementação com farelos de origem alimentícia
  • Esterilização em autoclave antes da inoculação
  • Nenhum agrotóxico, fungicida ou antibiótico é aplicado em qualquer fase

3. Controle de contaminação

Cultivo de fungos é, na prática, uma disputa por substrato entre a espécie que queremos e os bolores e bactérias que chegam de carona. Vencemos essa disputa por barreira e por protocolo, não por químico.

  1. Substrato esterilizado e resfriado em ambiente fechado
  2. Inoculação em fluxo laminar, com material e mãos higienizados
  3. Incubação em sala separada da sala de frutificação
  4. Inspeção visual de cada bloco ao longo da incubação
  5. Bloco com qualquer sinal de contaminação é descartado — não é recuperado nem aproveitado parcialmente

4. Colheita e desidratação

Colhemos no ponto de maturação de cada espécie, antes da liberação intensa de esporos, que é quando textura e aroma estão melhores. A desidratação começa no mesmo dia da colheita.

A secagem é lenta e em temperatura controlada. Cogumelo desidratado rápido demais perde aroma e escurece; devagar demais corre risco microbiológico. Trabalhamos na faixa entre os dois, e o ponto final é definido por umidade residual, não por tempo de relógio.

5. Rastreabilidade de lote

Toda embalagem que sai daqui tem um código de lote impresso. Esse código é a chave de tudo.

Com o número do lote conseguimos recuperar: a espécie e a matriz utilizada, o substrato e sua data de preparo, a sala e o período de incubação, a data de colheita, o ciclo de desidratação e a data de embalagem.

Guardou a embalagem e quer saber a origem daquele lote? Envie o código para [E-MAIL DE CONTATO] que devolvemos o histórico completo.

6. Análise laboratorial

Lotes são submetidos a análise antes de irem para venda. O escopo varia conforme a forma de apresentação:

FormaO que é verificado
DesidratadoUmidade residual, análise microbiológica, ausência de matéria estranha
Granulometria, umidade, microbiológico, identificação de espécie
ExtratoTeor do marcador declarado, teor alcoólico (quando aplicável), microbiológico
Kit de cultivoViabilidade do micélio e ausência de contaminação visível

[PENDÊNCIA — confirmar com o RT] Os parâmetros e limites de cada ensaio, o laboratório responsável e a periodicidade das análises precisam ser preenchidos com os dados reais antes desta página ir ao ar.

7. O que informamos em cada produto

  • Nome popular e nome científico da espécie
  • Forma de apresentação (desidratado inteiro, fatiado, pó, extrato)
  • Parte utilizada (corpo de frutificação ou micélio)
  • Peso líquido
  • Modo de conservação e validade
  • Modo de uso e preparo
  • Lote e data de colheita
  • Alergênicos — contém fungos comestíveis

Nossos produtos são alimentos de origem fúngica. Não são medicamentos e não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir doenças. As informações desta página descrevem processo produtivo e não constituem alegação de saúde.